domingo, 23 de agosto de 2015

Partodos 4 - Uma pequena análise do Parkour atual


Pra quem não sabe, partodos é um encontro mais nacional que regional de parkour que acontece em Brasília desde 2012. Eu sou um dos fundadores do evento e produtor do mesmo até então.

O Partodos nasceu de algo já existente, mas que partilhava alguns objetivos em comum: Reunir o máximo de praticantes para treinar, aprender e ensinar, compartilhar experiências, se divertir, fazer novos amigos e se desafiar.

Começando do Começo...



Relações Interpessoais



É nostálgico olhar para trás, onde poucas pessoas se conheciam, mas existia um sentimento. Um anseio por estar envolvido com o máximo de pessoas possíveis e hoje, tantos encontros já se passaram e você já conhece praticamente metade do Brasil, quase não se importa em ir atrás de novos amigos ou estar com desconhecidos. Você já conhece o suficiente e se, por ventura, acabar trocando ideia com mais alguns está tudo bem. 

Talvez um fator que influencie essa "cultura de isolamento" seja o número de participantes que cresce a cada ano. Já não da mais para falar e treinar com todo mundo como nos primeiros anos, então nos restringimos a nossa "Panelinha" de amigos e conhecidos próximos para aproveitar o máximo com eles. 

É um fato que temos poucas oportunidades de treinar com aquele amigo de outro estado e estamos ansiosos pra revê-lo, sugar o máximo dele (ou do grupo de amigos), e acabamos negligenciando outros praticantes que ainda não conhecemos inconsciente ou até conscientemente. Mas não é errado escolher com quem treinar. Você não é obrigado a treinar com todos. Mas é de grande proveito treinar com pessoas diferentes, sempre da para aprender mais.

Nós nos sentimos bem estando ao lado de amigos e conhecidos, mas uma das coisas que me chama atenção, e chega até ser engraçado, é que cada grupo de cada região, mesmo estando entrosado com outros, se mantêm juntos. Ou seja, todos terão praticamente as mesmas experiências. 

Exemplo: o grupo que veio de outro estado, mesmo ao se misturar com outros praticantes, permanece unido (o que também não tem nada de errado). Se você treina com seu amigo durante o ano todo, você pode muito bem deixa-lo de lado por algumas horas e ir ter suas experiências desapegadas da sua “cultura/região”. Você absorvendo a cultura de outras regiões e seu amigo fazendo o mesmo do outro lado, a troca de conhecimento na volta para casa será muito maior, acredite! Cada um terá vivências únicas e o aprendizado em dobro.

Se não conseguiu fazer isso durante o treino, que tal na hora do famoso bomba ? Agora elefante burguer, ou aquele açaí mágico? Sente-se na outra ponta, com gente que você não conhece, e descubra tudo sobre o parkour na região dessas pessoas. Como são os treinos, o que eles fazem pra ficarem fortes, etc.




- Qual o limite do parkour? 

"Não vamos colocar um limite, vamos deixar o limite aberto, e quando atingirmos o limite, dobramos o limite."

Agora o bixo pega.



Quem é da época que assistia Valts 103 e ficava impressionado? Alguns daqueles movimentos ainda são impressionantes pra mim, acredite. Acontece que de 2007 pra cá, os valts se multiplicaram assustadoramente, bem como suas variações e dificuldade. No fim das contas tudo acaba em giro.

Mas o destaque desse tópico é a expansão do limite ou a falta dele. Outros esportes e atividades conseguem se definir e se limitar a um padrão de movimentos/técnicas mas o parkour é livre, ilimitado, infinito. E isso não é ruim, pelo contrario. A cada dia surge uma nova técnica, uma nova forma de fazer a antiga e outra forma de passar o mesmo obstáculo. Isso faz do parkour incrível, pois você nunca vai fazer tudo, sempre terá algum desafio, é impossível zerar o parkour!

Dentro desse avanço vemos nos vídeos, presenciamos em alguns treinos e no partodos, movimentos absurdos e complicados, alguns com mais risco que outros (mas claro que quem o faz está 100% confiante que consegue, ou pelo menos deveria). Dividindo o parkour em dois extremos, ou você se destaca, faz os movimentos impressionantes e entra pro clube, ou você faz o básico, mesmo que com excelência e em alguns momentos com grandes níveis de dificuldade, mas fica de lado com os iniciantes ou os espectadores.  Por que atualmente, seja no youtube ou no treino, o que da "audiência" são os movimentos da moda, com estilo, e não mais com simplicidade e funcionalidade.

Pra mim, se há como evoluir, vamos buscar evoluir. Mas também sou à favor da moderação, do foco, estabilidade e segurança. Como assim? Simples, você já deve ter ouvido por ai: "Tudo posso, mas nem tudo me convêm”. Antes de mandar sua bomb se pergunte o porquê de mandar, qual o objetivo e funcionalidade isso terá, avalie o que você já tem (Suas habilidades) e se elas estão refinadas ao ponto de você introduzir no seu repertório algo novo, que fará você por algum tempo perder o foco no básico, e reflita sobre as vantagens e as desvantagens e se os riscos valerão a pena. Pescoço não se vende na farmácia, meu pai sempre fala. 





"Go hard or go home" - Vá com tudo ou vá pra casa. 


"voa pra casa bochecha, eu trabalho sozinho" 


Ainda falando da divisão "Sou foda x Ainda não manjo dos paranauês". As vezes eu me pergunto se fazer uma fila pra mandar giros ou um flow que acaba em giro, visando a estética e a inovação, faz parte do progresso ou voltamos no tempo, para época "Le parkour freestyle". É divertido sim, é prazeroso por estarmos cercados de amigos, mas o que aconteceu com a fila pra fazer um kong? O kong simples mesmo sem ser double ou com precisão? E aquela precisão que o objetivo é não fazer barulho ou cravar apenas. Ou então por quê a fila não interage com os espectadores (Os iniciantes ou os que ainda não fazem o tal movimento) ?  Nessas situações uma frase que ninguém disse paira no ar: "Ou manda alguma coisa ou me assiste fazendo." 


[pausa pra digerir]




Diga Sim ao treino Guiado




Cara, que resistência que os praticantes com mais tempo de treino tem com oficinas/treino guiado. Fico de cara! Passamos horas planejando algo que vá conseguir envolver iniciantes, intermediários e avançados de modo que todos sejam desafiados em seu nível, mas os avançados emperram e vão pra fila do mortal. Eu penso que esses caras já treinaram parkour de mais na vida e até já zeraram tudo que tinha pra fazer. 

A cena mais engraçada desse partodos foi quando refleti isso e falei com um praticante: "Vocês (Grupo específico) passaram ontem o dia no pico do cachorro, o pico mais animal [sacou? rs] pra se movimentar e ficaram girando, hoje cedo fomos pra 308 Sul, onde a movimentação também é infinita e vocês ficaram girando, agora que estamos no areião do parque da cidade, com uma estrutura própria pra vocês alucinarem nos giros, vocês estão ai sentados? Serio?" Ele riu mas teve de concordar, foram burros. 

Treino guiado nem sempre é chato, depende do objetivo e no partodos o objetivo é tanto ensinar quanto se divertir. Então eu encorajo você, seja lá qual seu nível técnico, sempre que puder participar de uma aula/treino guiado/oficina, participe! Mesmo quando é chata, você sai de lá com algo a mais, ou mais forte e/ou com mais conhecimento técnico.




Tradicional, Educativo ou Jam ?



Hoje já temos no mundo inteiro eventos distintos para atrair e agradar públicos diferentes.

Na minha visão, pelas experiências que já tive, eu os divido nessas três categorias: Encontros tradicionais, são  os que mantem a essência dos primeiros encontros, treinos livres e guiados, muita troca de experiência em conversas e geralmente nenhum grande atrativo, é apenas um encontro com o intuito de por em prática os objetivos citados no início.
Os educativos são em grande parte voltados para iniciantes. Oficinas, workshop, palestras, cursos, etc. Mas que também conseguem integrar praticantes já experientes ensinando-lhes algo novo ou dando maior dificuldade ao básico. E as Jams são eventos mais festivos, mais livres talvez, onde geralmente tem algo a mais, como uma superestrutura e/ou musicas animadas tocando. 
Pode acontecer de encontrarmos essas três características em um só evento, como é o caso do ParTodos, e fazemos assim para que cada um se sinta confortável para aproveitar o evento da maneira que mais lhe agrada tendo a oportunidade de experimentar outra esfera.

Ou talvez eu esteja exagerando e os eventos se dividem apenas em Bom e Ruim.




Recapitulando os pontos:
  1. Relações interpessoais
  2. Qual o limite do Parkour?
  3. Vá com tudo ou vá pra casa
  4. Diga sim ao treino guiado
  5. Tradicional, educativo ou jam?

Esses foram alguns pontos que estive refletindo antes, durante e depois do partodos, mas que engloba o parkour de modo geral e não só encontro. 



Mas e você? Ja havia parado pra pensar nessas coisas? O que acha disso tudo?
Exponha sua opinião, seja ela contrária ou a favor e acrescente algum ponto que você observou no Partodos ou em outro encontro/treino.






sábado, 8 de agosto de 2015

O Guerreiro do Futuro





"O mundo não é um mar de rosas; é um lugar sujo, um lugar cruel, que não quer saber o quanto você é durão. Ele vai botar você de joelhos e você vai te deixar de joelhos para sempre se você permitir. Você, eu, ninguém vai bater tão forte como a vida, mas não se trata de bater forte. Se trata de quanto você aguenta apanhar e seguir em frente, o quanto você é capaz de aguentar e continuar tentando. É assim que se consegue vencer.

Agora se você sabe o seu valor, então vá atrás do que você merece, mas tem que estar preparado para apanhar. E nada de apontar dedos, dizer que você não consegue por causa dele ou dela, ou de quem quer que seja. Só covardes fazem isso e você não é covarde, você é melhor que isso."


Esse mundo está uma bagunça e tem piorado a cada dia, alguns já se acomodaram, outros seguem o fluxo do caos, poucos mantem a esperança e fazem algo relevante pra mudar. Mas eu tenho esperança e fé que as coisas vão mudar. 
No futuro, alguém entre os poucos que fazem algo, um jovem guerreiro vai ser responsável por comandar uma grande mudança no mundo. 



Deixe-me falar um pouco sobre esse cara.
Ele é forte! Sim, com certeza mais forte que você. Escolas ninjas iriam querê-lo como mestre, forças especiais da polícia, bombeiros e exércitos de todo o mundo desejariam ter treinamento com ele, mesmo sabendo que não suportariam. Quem ousa desafia-lo? Chuck Norris e Bruce Lee juntos nem cogitariam a ideia, os maiores mestres das artes marciais que já viveram o teriam como inspiração. Sun Tzu seria seu aluno em estratégia. Gandhi receberia conselhos dele sobre paciência. 

Ele também faz parkour é claro, mas não como nós.
Ele não pula, ele empurra o planeta pra baixo. Ao fazer um salto mortal, ele pula e o mundo gira, as muralhas descem pra ele passar. Ele é perito em qualquer atividade, sabe de tudo. Um gênio, mestre do corpo e da mente.
Altruísta, gentil e educado sempre pronto a ajudar os outros e principalmente os mais fracos, da o peixe e ensina a fazer a vara e a pescar.
É um líder nato, Sabe comandar com sensibilidade e firmeza. Corajoso e destemido, olha além dos obstáculos, não fique perto no seu momento de fúria, ele pode quebrar seus ossos.
Um aventureiro, gosta do improviso, mas é disciplinado e respeitoso. 

Em uma de nossas conversas ele me disse:
"Eu sou jovem, eu sou lindo, sou rápido, sou bonito e não há possibilidade de me derrotarem!"
"... Vencendo como um monstro malvado que nocauteia a todos e ninguém pode me derrubar."
"Eu lutei com um crocodilo, briguei com uma baleia, algemei o relâmpago, joguei trovão dentro da cadeia. Somente na semana passada, eu assassinei uma rocha. Feri uma pedra, hospitalizei um tijolo, eu sou tão mau que faço um remédio ficar doente. 
Na noite passada eu apaguei a luz do meu quarto, apertei o interruptor, e já estava na cama antes que o quarto ficasse escuro. 
Eu vou te mostrar como sou grande! "


Tudo de bom que eu e você já fizemos não se compara ao que ele está planejando fazer, ele é conhecido por multidões e nunca se deixa levar pelo ego.

Eu confio nele, amo ele e daria minha vida pra salva-lo por amor e porque eu tenho fé que ele vai revolucionar o mundo de uma forma positiva. 
Criado, enviado e protegido por Deus, nada pode para-lo, nada pode detê-lo de cumprir sua missão.

Fiel, Leal, "De todo o Coração"

Seu nome é Caleb! 
Caleb Wegermann Reis. 




Um feliz dia os Pais!




Números 13:30 - Então Calebe fez calar o povo perante Moisés, e disse: Certamente subiremos e a possuiremos em herança; porque seguramente prevaleceremos contra ela.


Números 14: 22 a 24 - E que todos os homens que viram a minha glória e os meus sinais, que fiz no Egito e no deserto, e me tentaram estas dez vezes, e não obedeceram à minha voz,
Não verão a terra de que a seus pais jurei, e nenhum daqueles que me provocaram a verá.
Porém o meu servo Calebe, porquanto nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-me, eu o levarei à terra em que entrou, e a sua descendência a possuirá em herança.



sábado, 1 de agosto de 2015

Frango, Batata doce e outras paradas



Já fazem duas semanas que o Tony e eu nos matriculamos na academia. É, mais uma vez nesse ambiente hostil e desagradável.

O motivo é o mesmo da Primeira vez. Aproveitar o tempo das férias pra variar a rotina de treino, fazer coisas diferentes, se desafiar e de brinde tentar ganhar mais  2kg, que seria uma maravilha.

Os treinos tem sido tranquilos e a melhor parte é zoar com o Brother nas ultimas repetições. Vlw Tony.

Não pretendo ficar mais que esse mês, até porque minhas aulas voltam e não terei mais tanto tempo disponível e vontade também.

Talvez depois escreva mais sobre os treinos e sobre o que tenho aprendido por lá.

 É isso ai, como é cultura tem que rolar a foto motivacional no espelho depois do treino. #HoraDaHashtag #ProjetoMonstrão #NoPainNoGain #Frangos




sexta-feira, 24 de julho de 2015

5 Formas Simples de como aproveitar melhor o seu tempo para evoluir.


Atualmente é mais fácil ter dinheiro que ter tempo. Mas pra ficar bom no parkour ou em qualquer outra atividade é preciso dedicar tempo e dinheiro, no caso do parkour mais tempo que dinheiro. Mas com tantas atividades e responsabilidades como encaixar o treino na agenda? 
Primeiro é necessário que você saiba avaliar suas prioridades e seus objetivos. Na minha vida parkour está entre as prioridades. Deus/igreja, casa/família, estudos/faculdade, trabalho,  e parkour/amigos, o que vier depois disso pode ser adaptado.  Mas está em ultimo na lista, caso as outras tenham maior demanda meus treinos saem prejudicado. Se com você acontece a mesma coisa, seja bem vindo ao clube. 
Porém, há como conciliar as prioridades sem perder a produtividade e dar a atenção necessária a cada atividade como exemplifiquei essa semana com o texto Parkour Laboral que escrevi simplesmente para relatar um pouco do treino que faço alguns dias durante o intervalo do trabalho, você pode conferir o vídeo aqui também.
E devido a repercussão do post resolvi abordar outras possibilidades desse assunto dizendo a você formas simples de como aproveitar melhor o seu tempo para evoluir. Sem prolongar, vamos as dicas.


1# Use os intervalos

Como citei no Parkour Laboral, tenho um intervalo no trabalho de 15 minutos, em alguns dias eu os uso por completo para treinar, em outros dias eu faço um lanche, fico no celular e no tempo que sobra faço alguns exercícios, barras, flexões etc, nada complexo.
A frase "Comece hoje mesmo que comece pequeno." é meu motivador para esses pequenos treinos. Esses treinos simples talvez nem te aqueçam ou façam diferença relevante no seu corpo, mas servem como um "gatilho" para te inspirar a treinar mais quando houver tempo e é uma forma de seu corpo desenvolver disciplina.
Uma dica muito valiosa que dou aos meus alunos e percebo os poucos que aproveitam, é; Treine nos intervalos dos programas de televisão. A grande maioria das pessoas ainda vê tv e o minutinho do comercial é uma oportunidade para evoluir. 
Deu o intervalo, 10 flexões, 10 agachamentos, 20 flexões plantares, e fica na prancha até começar o programa. 
Viu como é simples? Não precisa seguir esse padrão, escolha seus exercícios e metas e faça-os, nem precisa estar no comercial. Por que não fazer prancha assistindo bob esponja e dar mais dificuldade ao exercício com as risadas? 
No meu antigo estágio na caixa econômica federal, não podia fazer o treino que faço no estágio atual, mas seguindo o exemplo dos relatos do Alberto Brandão (Em que ele fazia flexões em seu emprego junto com seus estagiários) eu ia pro banheiro a cada uma hora e fazia uma série de 10 a 20 flexões e agachamentos, voltava pro atendimento me sentindo mais disposto e forte. Em dias de entregar ofício no TJDF, era quase uma hora subindo e descendo escadas correndo. Era divertido.

Se você é um desses malucos estudando pra vestibular ou concurso e estuda por 6, 8 até 10 horas por dia. a dica é: Desiste dessa vida e vai pra praia vender suas artes das coisas que a natureza da. HAHA, brincadeira. 
Tire intervalos também. Sério, 3 minutos por hora não vai te fazer ir mal na prova, talvez até ajude você a se concentrar melhor durantes os próximos 57 minutos. Pode te distrair?  Sim, mas acredito eu que é prejudicial ao corpo e ao cérebro esse método de ficar sentado por horas lendo, então levante e se estique, faça uma série simples pro sangue circular, vá ao banheiro, tome uma água e volte. 


2# Não terceirize seu serviço, ou faça isso menos.

1. Dê uma folga ao controle remoto.
            Levanta a bunda do sofá e vai mudar o canal, simples assim.

2. Use as escadas ao invés do elevador. 
            Eu odeio elevadores, meus joelhos doem e eu adoro correr em escadas, no momento faço isso no metrô indo e voltando da faculdade.

3. Desça uma parada antes do seu destino e caminhe um pouco. 
           Se possível corra.


3# Alongue
Um bom alongamento levaria tempo e precisaria de mais atenção. Mas se está na aula ou no trabalho alongue de leve, deixe o sangue fluir melhor. Estique os músculos deixe-os saber que você precisa deles caso contrário eles vão encruar.


4# Crie "Pedágios"
Por um período de tempo eu estipulei um pedágio pra entrar ou sair do meu quarto. Ao entrar eram 10 flexões e 5 ao sair.
Isso funciona pra qualquer espaço ou atividade que você queira adaptar. Ex: Toda vez que eu for comer um doce tenho que fazer 10 agachamentos, a cada notificação no face/whatzap por um período determinado será 1 repetição (do exercício que você escolher) ou a cada curtida na sua publicação, foto, vídeo, Etc, existem infinitas possibilidades de se explorar isso.




5# "Quando for treinar TREINE!
Se você quase não treina devido a outros afazeres ou pelo menos usa essa desculpa, o tempo que tiver para treinar treine e apenas isso. Evite distrações, evite conversas que não estejam relacionados ao treino em si. É claro que você quer jogar conversa fora com seu amigo que pouco vê, mas não é o momento, quem sabe no final do treino tomando um delicioso açaí? Esse sim é o melhor momento pra conversar. 
Faça uma planilha ou adote um método pra que seu treino seja mais produtivo e você consiga aproveitar esse tempo curto pra realmente evoluir e não só cansar. Não precisa ser um treino duro e pesado toda vez, mas treine o tempo inteiro, mesmo que seja coisas simples, mantenha o foco.


O treino começa antes de você chegar no pico. O seu lanche, sua roupa, sua motivação, estado do seu corpo e da sua mente, tudo isso vai influenciar no seu treino e como você já sabe o tempo é precioso, se só tem uma hora pra treinar por dia ou durante a semana você não quer desperdiça-lo treinando menos do que gostaria ou tendo algum imprevisto.
Então faça o possível para que esteja bem durante o treino e treine como se fosse o último (Tomando o devido cuidado). 

Compartilhando as dicas deixadas pelo Alberto no texto O poder da rotina como catapulta pra criatividade, deixarei alguns pontos que podem ter passado batido.

  • Assuma o futuro hábito como algo inadiável e insubstituível: futuramente ele será.

  • Comece pequeno: correr 40 minutos de primeira pode te desmotivar, que tal começar andando 5 minutos por dia?

  • Seja específico: Ficar forte é muito vago. E se começarmos fortalecendo apenas a panturrilha?

  • Peça ajuda: amigos que podem fazer um bom acompanhamento e evitar que você fuja do seu objetivo e te lembre dos seus 'pedágios'

  • Foco no longo prazo: começar a procurar resultados positivos logo de inicio certamente vai te desmotivar. As atitudes de agora só refletem no futuro, lembre-se disso e siga em frente.

  • Seja flexível: ser consistente é o ideal, mas se falhar um dia não precisa largar tudo. Importante é não parar.
Deixo aqui outra recomendação de texto também do Alberto, que me ajudou bastante a criar novos hábitos que me fizeram evoluir aos poucos até o resultado de hoje. 



*****

Essas são atitudes simples que utilizo para evoluir com o pouco tempo que tenho. E você, que métodos usa pra aproveitar melhor o seu tempo? Como faz pra evoluir com o tempo limitado?


Deixe sua opinião e sua dica nos comentários.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Parkour Laboral


16:30 a 16:50, é o horário do meu intervalo no trabalho, a hora do lanche.

Dentro desse tempo decidi que deveria aproveitar pelo menos 5 min para treinar alguma coisa, seja la o que for (relacionada ao parkour e condicionamento). O que me faria despertar daquele sono e preguiça no trabalho, me daria mais disposição para o ultimo período e já me motivaria para o treino à noite no pico do cachorro.

O treino não tem nada de mais, sem nenhum planejamento entre 5 a 15 min restantes faço coisas como: Flexões, Barras e planches, abdominais, equilíbrio, precisões, detentos, kongs, percursos, as vezes alguns giros, etc. O ambiente favorece muito um treino simples, da pra fazer um pouco de tudo.

Esse pequeno treino nem chega a ser um aquecimento, mas tem me ajudado bastante a me acordar como disse e a me distrair um pouco da rotina do trabalho, me sinto mais disposto e ativo, melhorando meu rendimento.

Cada um descansa do seu jeito, esse é meu jeito de descansar no trabalho.

https://www.youtube.com/watch?v=Iasu6saKfUY&feature=youtu.be


Gostou?
Então comenta ai de que forma você busca aproveitar seu tempo livre ou alguma forma secreta que vc criou pra treinar.






quarta-feira, 15 de julho de 2015

Essa Semana



Alongamento e planches e oap. Essa é a meta.
Ainda estou me recuperando da reforma que fizemos no pico no final de semana dias 11 e 12, as mãos machucadas do trabalho e com dores de leve na lombar quando forço. Treinei segunda e terça algumas coisas simples pra respeitar o descanso do corpo. Estou me sentindo muito empolgado e tenho que aproveitar esse momento mesmo que seja aos poucos...

Então essa semana a meta é alongar bastante, principalmente a abertura e fazer umas séries cansativas de planches e também uns oap (One arm pull up - Barra com uma mão).


OAP com Pegada Chin up (Pra dentro)

domingo, 12 de julho de 2015

O processo de escrita, os amigos de treino naquela época e a injeção de motivação de agora.

São 22:41 e eu estou bem cansado, nem terminei de assistir Sniper Americano com o Tony, ele foi dormir e eu vim aqui sacudir a poeira desse troço. Pois bem...




O Processo de Escrita:
Tem sido um pouco complicado vir aqui escrever algo relevante, visto que tem sites e blogs, etc. com quase tudo que precisava ser dito sobre parkour hoje. E era exatamente esse meu bloqueio pra voltar aqui.
Desde o retorno do blog tenho buscado algo sobre o que abordar, ultimamente tenho relido blogs antigos que me serviram de referencia até hoje, me atentando se deixaram passar algo que ainda pudesse ser falado ou refalado de uma nova perspectiva. E fui notando a inclinação que meus textos tinham dependendo do blog que eu estava acompanhando. Em épocas de SelfSoilWork, os textos simples relatando os treinos como um diário, em épocas de santigasparkour os relatos saiam mais gerais com uma reflexão em volta, em épocas de Duddupk, posts críticos e analíticos, lendo Sapoparkour e Vulneravel as abordagens eram mais filosóficas. Mas no geral os dois mais fortes eram o do Santi e do Beto.
E relendo os posts mais antigos do Santigas e do Beto fui notando percebendo esse reflexo, principalmente os do Beto por envolver também o taekwondo. E foi ai que a ficha caiu!

Hoje em dia leio sites com uma produção de texto de maior qualidade e até os referenciais antigos amadureceram. O blog do Beto e do Santigas agora tem uma escrita mais refinada e o assunto é mais relevante que: "Fui treinar e fiz isso.", Outros como Decimadomuro e PapodeHomem também com textos de maior qualidade e isso me trouxe a ideia de que ao voltar a escrever teria que ter uma produção maior, afinal, eu também amadureci.

Então comecei a catalogar ideias que poderiam ser abordadas como reflexão pessoal ou como uma informação útil para iniciantes e até destrinchei alguns textos, mas eu percebi que hoje em 2015 com tanto conteúdo ótimo rodando por ai em textos e principalmente em vídeos, o que tem faltado é a simplicidade, a simpatia, aquele conteúdo produzido por alguém que não sabe muito bem o que ta esperando mas ta produzindo com o que tem. E isso era o que mais me inspirava em 2008/9, ler textos de pessoas, e não de empresas, sites especializados no assunto etc. Talvez nós tenhamos sim atingido um nível profissional da coisa e o conteúdo de agora é a 'base absoluta', mas talvez nós estamos nos enganando e preferimos permanecer estagnados, porque nesse momento somos os "sabe-tudo", ou "sabe mais que a maioria" e é desconfortável aquela sensação de 4,5 anos atrás que você não sabia muita coisa e muitas vezes se passava por idiota.

A partir disso percebi que o melhor conteúdo é o do dia a dia, sentar pra escrever que as ideias vem. Nada de esperar o assunto apropriado, o momento perfeito, o texto de produção jornalistica.


Eai veeei, o que vc tem treinado ultimamente?
Outra coisa que tenho sentido falta é aquela pergunta que sempre rolava, com o brother mais próximo ou com aquele amigo que não treina junto a anos: "Eai, ta treinando o que?" , "Como estão sendo seus treinos?"

Sério, a galera parou de compartilhar as skils, os treinos secretos, aquela dica, aquele treino. (Ou é só comigo). Eu só tenho esse feedback dos mais próximos, quando estamos num treino e acontece aquele momento de reflexão.  Acho que essa vibe de compartilhar o treino pessoal com o amigo era uma tradição muito bonita e motivante aqui em Brasília, tem se perdido, mas espero que eu esteja errado.



Agora eu to pilhado

Esse mês eu dei uma olhada pra trás e vi que eu não tenho feito muito além de manter meu condicionamento. Treinos recentes indicam fraqueza e falta de consistência. Tenho me sentido mais cansado com essa vida de adulto rs, sério, eu amo o conteúdo da faculdade, mas odeio a faculdade.

Enfim, meus treinos demandam mais esforço e meu corpo sente mais dores atoa. Estou ficando velho!
Estive refletindo que isso é reflexo da minha vida agora, com trabalho, estudo e outros afazeres. Mas que dentro do parkour nos últimos 3 anos tenho me dedicado mais aos outros do que a mim. Treino sempre, mas não muito e é bem diferente agora, por ter passado tanto tempo envolvido com iniciantes meu treino não é mais tão puxado, meu corpo estabeleceu um limite pra que o meu treino pudesse ser acessível e adaptado por qualquer um e isso me quebrou. Treino muito com os iniciantes e quando o treino é mais hardcore eu sinto as dores dos iniciantes.

Por isso eu decidi me puxar e colocar meus limites lá em cima de novo. To pilhado e to voltando aos poucos ao condicionamento espartano. Mas tomando cuidado pra não ficar insensível como o Beto na época de ouro como ele descreve no Podkast 004 - Brutalidade. Haha.

Agora vai!






quarta-feira, 24 de junho de 2015

Um Rolê (Vídeo)


Um rolê básico por alguns picos pouco explorados e recém descobertos por mim.
Filmagens: Antonilson Fernandes




https://www.youtube.com/watch?v=YsMug4l_TpM

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Paciência




Pra mim, o elemento mais importante para a evolução, junto de força de vontade e determinação.


O verdadeiro tracer treina suas capacidades físicas com objetivo de ultrapassar seus limites físicos e psicológicos, porem, muitas vezes acabam não enxergando seu limite atual e extrapolando. Isso acontece às vezes por pressão de colegas ou pessoas a sua volta, por ver alguém fazendo algo e querer fazer aquilo ou até mesmo por já feito esse movimento ou algum parecido em outro lugar.


A paciência faz parte da evolução, pra evoluir você tem que ser paciente. É importante também lembrar de treinar pra si mesmo, não querer provar que você é melhor que fulano e não para mostrar as outras pessoas o que você sabe fazer, eles verão sua evolução com o tempo. Esse pensamento de exibição e "competição" não deveria existir no parkour!


Se tiver dúvida em fazer tal movimento, NÃO FAÇA! Visualize o obstáculo, o movimento, estude-o, se for importante pra você não pare de pensar nele, e o mais importante treine, treine e treine mais (fisicamente e psicologicamente) para realizá-lo. E no tempo certo você voltará lá e o fará. Se a dúvida persistir é que ainda não é a hora. Tenha paciência.

Escrito em: terça-feira, 17 de maio de 2011